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Flávio Bolsonaro dividia conta bancária com investigado por lavar dinheiro do INSS

Em mensagem enviada ao Santander em maio de 2025, uma funcionária do advogado solicitou a desvinculação de uma conta identificada com o nome de Flávio Bolsonaro.

Redação
Por: Redação Fonte: Da Redação / JNCE
19/10/2026 às 12h29
Flávio Bolsonaro dividia conta bancária com investigado por lavar dinheiro do INSS
Foto: Reprodução

Da Redação / JNCE

Uma reportagem publicada no sábado (10) pelo UOL, assinada pelos jornalistas Fabio Serapião e Natália Portinari, revela que e-mails obtidos pela Polícia Federal indicam que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, mantinha uma conta bancária vinculada ao mesmo usuário administrador do advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavar dinheiro desviado de aposentados do INSS.

Em mensagem enviada ao Santander em maio de 2025, uma funcionária do advogado solicitou a desvinculação de uma conta identificada com o nome de Flávio Bolsonaro. O banco confirmou a exclusão no mesmo dia, cerca de um mês após o início da operação Sem Desconto, que investiga desvios de até R$ 6,3 bilhões de aposentadorias.

A investigação também identificou que empresas de Willer Tomaz no exterior custearam viagens de Flávio Bolsonaro e familiares em jatos executivos, incluindo deslocamentos pelos Estados Unidos e pela Europa. Uma das aeronaves utilizadas tinha participação de uma empresa que já contou com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, entre seus sócios.

A PF suspeita que empresas ligadas ao advogado funcionassem como uma estrutura financeira e patrimonial para beneficiar agentes políticos. Outro vínculo identificado envolve o escritório de advocacia de Flávio, administrado por uma mulher cujo irmão foi preso por prestar serviços contábeis ao chamado Careca do INSS, apontado como operador do esquema de fraudes.

Além das suspeitas relacionadas ao INSS, Willer Tomaz é investigado por possível lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas. Documentos apresentados por sua própria defesa apontam movimentações de R$ 6,6 bilhões em apostas durante 18 meses, período em que teria acumulado prejuízo de R$ 188,5 milhões.

Diante dos e-mails, das viagens e dos vínculos identificados, a Polícia Federal considera necessário aprofundar as investigações sobre a relação financeira entre o advogado e agentes públicos, incluindo Flávio Bolsonaro.

*Com informações brasilforadacaverna.

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