
Da Redação / JNCE
Entre 2020 e 2025, emendas parlamentares destinadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) foram utilizadas por órgãos públicos no estado do Rio de Janeiro para realizar pagamentos a empresas investigadas pela Polícia Federal por suspeita de cartel, a uma ONG considerada inexistente pela Receita Federal e a um instituto indicado por um miliciano.
O levantamento feito pelo UOL, aponta que R$ 666 mil em recursos de 2024 foram pagos em agosto de 2025 ao Instituto de Medicina e Projeto (IMP) em Mesquita, ONG enquadrada pela Receita como inexistente de fato. Além disso, verbas custearam compras de equipamentos de proteção balística da Glágio do Brasil e da Inbra-Tecnologia, empresas na mira da Operação Perfídia da PF por suspeita de fraude em licitações.
Outros repasses incluem R$ 4 milhões para um projeto esportivo ligado ao Vasco da Gama sob mira da CGU, R$ 200 mil para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio com tratativas envolvendo o miliciano Robson Calixto, e R$ 6,61 milhões à Valle Sul para obras no aeroporto de Resende. Procurado, o senador afirmou que não indica empresas para os beneficiários e que a responsabilidade pelas contratações é dos órgãos públicos.
*Com informações emdiaes.